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Política
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Confronto de senadores expôs fraquezas
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07/08/2009 "Se Renan não tomar cuidado quem vai ser cassado é ele", diz Virgilio O Brasil está assistindo, pasmo, a troca de acusações entre senadores. O respeitado senador Arthur Virgílio chegou a confessar procedimentos ilegais ao responder às acusações de Renan Calheiros. E ainda se julga com autoridade moral para replicar e lançar ameaças sobre o líder do PMDB que se livrou de cassação em recente escândalo no mesmo Senado. Depois da tensa sessão no Senado em que parlamentares bateram boca e se provocaram mutuamente, o líder do PSDB, Arthur Virgilio (AM), afirmou nesta sexta-feira (7) que o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), corre risco de ter seu mandato cassado se mantiver o tom duro que tem utilizado em defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Porém, o senador do Amazonas se esquece de admitir que, ao assumir erros que cometeu durante o exercício do mandato, ele próprio não teria mais condições de estar no Senado. Afinal, usar de maneira indevida recursos públicos para ajudar seus protegidos, é contra o decoro e a ética parlamentar. Ao invés de justificar e mostrar legalidade em seu procedimento, Arthur Virgílio resolveu acusar Renan Calheiros de quebra de decoro parlamentar na quinta-feira, sendo a primeira quando anunciou que endossava uma representação contra o tucano no Conselho de Ética em represália a pronunciamentos do líder do PSDB e a segunda ao chamar o colega Tasso Jereissati (PSDB-CE) de "coronel de merda" no plenário. A expressão, dita fora do microfone, pode ser desconsiderada e sua aplicação pode ser explicada. E representar contra alguém com qualquer motivação, é coisa subjetiva, que dependerá do Conselho de Ética. "O senador Renan que não brinque. Ele não tem esse poder todo como imagina, não está com essa bola toda. Ele precisa descer ao padrão mais normal, da humildade. Porque desse jeito que vai quem acaba cassado é ele", afirmou um ameaçador Virgilio. Porém, neste momento, o senador amazonense está vulnerável e mostrou que tem telhado de vidro. Em um confronto,neste momento, ele sai em desvantagem. Segundo ele, o PSDB deve fazer representação contra o peemedebista no Conselho de Ética que está por avaliar sete denúncias contra Sarney e uma contra ele próprio. "Ele é passível, sim, de uma representação, o partido está estudando isso. E eu não acho que a situação dele seja boa se for ao plenário da Casa. Ele teve que mendigar votos para não ser cassado da outra vez e conseguiu. O senador está abusando um pouco da sorte", comentou o senador, que também expôs um pouco dos bastidores do Senado. Virgilio diz ter sido pressionado por um correligionário de Renan Calheiros, que o provocava durante a sessão em que ocorreu o bate-boca entre os dois e com participação também de Tasso Jereissati. "Outro dia Renan disse que eu era um caso de psiquiatria. E eu digo que ele era um caso de Polícia Federal", disse Virgilio, que logo depois da discussão subiu à tribuna para ler notícias dos últimos anos que relacionam o líder do PMDB a casos de corrupção. E no Conselho de Ética já se sabe que acusações feitas com base em recortes de jornal, serão arquivadas. O que se lamenta é que seja este o retrato do Senado. De um lado a oposição tentando acusar e na defesa a base governista mostrando que opositores também gostam de levar vantagem em algumas situações. Da agressão verbal dos senadores fica a constatação de que ali ninguém está isento de culpa e se uma investigação profunda fosse realizada, poucos poderiam permanecer com o mandato nesta casa legislativa que é tão importante no quadro bicameral adotado pelo país. Antenor Ribeiro – Destaknews/Londrina
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